«É um amor eterno que levo na alma!»

– Rosa Ferreira, sócia do Clube e utente do Centro de Dia Leões de Portugal

Os Leões de Portugal apresentam o seu ADN Sporting nesta reta final de um campeonato emocionante que ameaça quebrar o jejum de 19 anos. O verde e branco está no nosso sangue e hoje apresentamo-lo através da Rosa Ferreira,85 anos, utente do Centro de Dia Leões de Portugal e sócia do Sporting n.º 4.159, desde a presidência de João Rocha.

A D. Rosa diz que celebra este ano as Bodas de Diamante com o Sporting Clube de Portugal – «75 anos de uma paixão que levo na alma, não é no coração porque o coração desaparece e a alma é eterna» que fez questão de transmitir de geração em geração até à sua bisneta, que é sócia desde o dia em que nasceu e que, com apenas 1 ano, já dançava a ouvir as músicas de apoio ao nosso Clube. A sua primeira memória deste amor remete a um jogo do Braga vs Sporting: «tinha 10 anos quando vi o Sporting pela primeira vez em Braga [de onde é natural] e apaixonei-me pelas camisolas, mesmo antes de saber que eram do Sporting. E foi amor à primeira vista» – na altura, ainda criança, não sabia o que era o jogo.

D. Rosa com um dos netos, no topo do Cristo Rei em Lisboa. «É dos netos até aos avós!»

Quando casou, fez o seu marido sócio e o passeio de domingo do casal era vir até ao local onde, na altura, se erguia o “velhinho” Estádio José Alvalade. Em toda a sua vida, a D. Rosa lembra-se de todas as alegrias que este Clube lhe deu, por exemplo, quando viu o hóquei ser campeão europeu pela primeira vez; quando viu jogar o Peyroteo e vibrou com os 5 Violinos em campo. Lembra-se, igualmente, que recebeu o seu emblema de 25 anos de sócia pela mão de Jesus Correia.

Ela juntou-se aos Leões de Portugal como sócia n.º 172, em 2001, e vinha aos almoços e passeios pelo convívio com as pessoas que partilhavam da sua ligação ao Sporting, pois era a «continuação do amor que tinha». Já como utente dos Leões de Portugal, levámo-la ao relvado por duas vezes, em 2017: a primeira, a 7 de Maio, num jogo contra o Belenenses, quando apresentámos o maior cachecol verde e branco do mundo, tricotado por ela, pelas suas colegas do Centro, famílias e voluntários – uma representação de amor com 456 metros; a segunda, em Outubro,  quando entrou ao lado da equipa de arbitragem num jogo contra o Porto, numa iniciativa que visava representar o passado, presente e futuro dos Leões deste país «nunca pensei que fosse acontecer» conta-nos.

Em Outubro de 2017 quando entrou com a equipa de arbitragem em representação do Passado, Presente e Futuro das gerações de Leão. Conta, divertida, que «tive de pedir ténis emprestados a um dos meus netos que eles pediram para levar e eu não tinha, que não uso!»

Sobre o campeonato atual, que ela vive intensamente através da televisão devido ao COVID, ela diz que tem sido uma doença. No passado domingo – dia 25 de Abril – seguiu, através da televisão, o regresso da equipa a Alvalade após a vitória contra o Braga e foi para a janela quando passaram na autoestrada, junto à sua casa, para bater palmas «só apaguei as luzes ás 3h35 da manhã com tanta emoção!». Pedimos que deixasse uma mensagem de apoio à equipa, como incentivo para o que ainda falta desta edição da Liga NOS: «aos jogadores, que vocês tenham muita calma, muita frieza e levem isto muito a sério, já só faltam quatro finais e há milhões a torcer por vocês! Rúben Amorim, que tenhas muita sorte, porque se tu tiveres sorte, nós também temos!»

Com um elemento da equipa técnica do Centro de Dia Leões de Portugal num dia de jogo em alvalade que foram assistir juntas. Porque os Leões de Portugal também é isto «noites de domingo em família».

Fica o testemunho de uma sócia fervorosa do Clube, que transborda ADN Sporting desde os seus 10 anos, com tantas histórias, que davam um livro dedicado ao Clube. Os Leões de Portugal foram fundados por sócios do Clube e têm, por isso, na sua essência esta ligação tão forte ao clube, estar nos Leões de Portugal também é ser e viver o Sporting em pleno. Junte-se a nós!