Uma resposta multidisciplinar, completa, humanizada e inovadora, de promoção de qualidade de vida da pessoa cuidada, que atuará em 3 freguesias e, em 12 meses, deverá impactar cerca de 360 famílias.


Qual a necessidade do serviço?

Em 2019, segundo os dados estatísticos publicados na base de dados PorData, existiam cerca de 626,946 pessoas com mais de 65 anos residentes na área metropolitana de Lisboa. O concelho de Lisboa regista que 22% da sua população tem mais de 65 anos e tem um índice de população dependente de 60,9%.

Na freguesia do Lumiar, segundo dados estatísticos publicados pela Junta de Freguesia no seu site, residem 45,883 pessoas. A freguesia tem um índice de envelhecimento de 96,1% e 22,4% corresponde ao índice de dependência. Cerca de 40% da população do Lumiar são pessoas idosas, das quais apenas 26% residem com família. Podemos concluir, desta forma, que os restantes 14%, são pessoas idosas que vivem sozinhas.

Quando acontece uma situação de necessidade de cuidado quem é que assume a responsabilidade e que impactos tem?

Pois bem, é, por norma, o familiar mais próximo da pessoa que, repentinamente, se torna cuidador informal – pessoa que presta cuidado de forma permanente e sem remuneração – podendo ocorrer situações em que a pessoa não esteja informada, formada ou capacitada e precise, naturalmente, de apoio. A par da sobrecarga que é a adaptação do cuidador e da pessoa cuidada à sua nova situação, a resposta de apoio domiciliário prevê, além de cuidar da pessoa que efetivamente precisa dos serviços, facilitar o acesso do cuidador aos seus direitos e apoia-lo no que precisar.

Quais os benefícios do serviço para a pessoa cuidada?

A finalidade da nossa resposta é, através de uma abordagem sistémica que procura soluções para todas e quaisquer vulnerabilidades/necessidades na vida da pessoa cuidada, combater o seu isolamento, valorizando-a, potenciando as suas capacidades individuais para a manutenção da sua autonomia e capacitando-a na adaptação ás suas necessidades, garantido um serviço humanizado que oferece proximidade, afeto e garante o bem-estar da pessoa e do cuidador. A acrescentar, é nosso objetivo:

  • Proporcionar uma melhoria da qualidade de vida dos/as utentes e famílias;
  • Facilitar a conciliação da vida familiar e profissional do agregado familiar;
  • Criar estratégias de desenvolvimento da autonomia dos/as utentes;
  • Possibilitar a permanência dos/as utentes no seu meio habitual de vida, retardando ou evitando o recurso a estruturas residenciais;
  • Prestar cuidados e serviços adequados às necessidades dos/as utentes;
  • Reforçar as competências e capacidades das famílias e outros cuidadores.