«É o trio harmonia, pelo nosso Sporting estamos sempre em sintonia!» 

– Laura Horta, adepta fervorosa e utente do Centro de Dia Leões de Portugal

Os Leões de Portugal apresentam a quarta e última parte (para já) do seu ADN Sporting, nesta última jornada de um campeonato que, para além de quebrar o jejum de 19 anos, ficou marcada pelo novo recorde nacional, estabelecido por Ruben Amorim, de 32 jogos da Liga sem derrotas. A par das conquistas europeias do Futsal e do Hóquei. A força da garra de leão corre-nos no sangue e hoje apresentamo-la através de Laura Horta, 67 anos, utente do Centro de Dia Leões de Portugal e adepta fervorosa do Sporting Clube de Portugal e do seu ecletismo.

D. Laura no Auditório Artur Agostinho em 2019.

Falar do Sporting, para a D. Laura, é falar do seu pai. Dos três filhos, sempre foi a mais ligada ao pai, «eu era a sua companheira, desde que ele pudesse ir, eu ia com ele» ver todos os jogos em casa ou fora. Foi pela mão do pai que foi pela primeira vez ao Jamor e ficou fascinada com o ambiente de convívio, «não só entre adeptos do Sporting, mas dos outros também! Não importava o resultado, importava a festa!», este era o ambiente vivido durante muitos anos e é por isso que diz que o antigo estádio era mais familiar, «gosto deste, mas o velhinho era o velhinho». Este amor pelo Clube nasceu através do pai e foi passando de geração em geração – hoje o seu filho e os seus dois netos são sportinguistas: «o meu neto tem 14 anos, quando fomos campeões, foi ter com a irmã a meio da noite a dizer ‘mana, não consigo dormir, o nosso Sporting é campeão!’».

Laura lembra-se que, com apenas 12 anos, ia à sede do Sporting, ainda na Rua do Passadiço, ver a Sala das Taças para saber das conquistas leoninas e depois argumentar com o dono do cabeleireiro onde trabalhava, que era benfiquista, vangloriando-se do que o Sporting já havia conquistado. Nesta sede diz ter visto grandes nomes da nossa história, como o Carlos Lopes, Fernando Mamede e Lídia Faria. A certa altura, tornou-se atleta do Clube e o seu momento feliz era ter de passar pela porta 10A para ir treinar.

Laura recorda, também, o campeonato de 99/00 em que, no fim do jogo, no qual o Sporting se sagrou campeão, os adeptos invadiram o campo e ela também foi: «a maluquice não é só de agora», brinca.

D. Laura e outros colegas utentes, numa visita à Academia em 2011, com Ricardo «Coração de Leão» Sá Pinto.

Esta época, afastada de Alvalade devido à COVID, viu tudo no sofá! A reta final deste campeonato foi vivida com extrema ansiedade: «quando chegou o jogo com o Belenenses tive medo que me desse alguma coisa! Isto mexe muito, menina». Já no jogo da consagração do título, com o Boavista, ela viu tudo e mal acabou «liguei logo às minhas amigas (D. Rosa e D. Zé do Centro Leões de Portugal) a dar a notícia! Nós temos um código com os toques do telemóvel. Nas modalidades é ao contrário, são elas que me ligam a mim. Somos o trio harmonia, pelo nosso Sporting estamos sempre em sintonia!».

D. Laura no Museu de Leiria, num passeio dinamizado pelos Leões de Portugal em 2015.

Os Leões de Portugal entraram na sua vida por acaso, um dia estava no autocarro e viu o Sr. Paulo Santos – colaborador já antigo do Clube e muito acarinhado por todos – fardado com o sobretudo que tinha o emblema, «meti conversa com ele e ele é que me apresentou, liguei para lá e nesse fim de semana tinham um passeio a Peniche, eu inscrevi-me e fui, receberam-me de braços abertos e fiquei», conta. Para D. Laura, os Leões de Portugal foram um fortalecimento do amor pelo Sporting, uma vez que possibilitámos que assistisse a mais jogos, que visitasse os núcleos, a academia, o museu de Leiria e o Estádio. Em Maio de 2017, ela também foi ao relvado apresentar o cachecol que tricotou durante 2 anos e que chegou aos 456 metros – «Adorei! Fui com a minha neta. Calhou ser dia 7, dia da mãe e dia do aniversário do meu filho, que estava na bancada à minha espera! Uma feliz coincidência. Apesar de termos perdido, foi um bom dia».

D. Laura com a amiga D. Rosa na bancada prestes a assistir a um jogo do Sporting em casa.

Para terminar, a D. Laura deixa uma mensagem de extrema importância ao plantel: «Muita força, que eu, as minhas amigas e os milhões de sportinguistas estamos a torcer por vós. Ao Rúben Amorim, Saudações Leoninas!» e assim conclui.

Com o fim do campeonato, terminamos aqui, também, a partilha do nosso ADN leonino com o testemunho da D. Laura, uma mulher de garra “Feita de SporTIng” desde tenra idade e «até morrer, porque ser do sporting é para sempre». Voltaremos um dia com mais histórias de amor pintadas de verde e branco, porque Leões é Sporting desde a sua fundação, hoje e sempre!